sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cientistas recriam planta de mais de 30 mil anos

Uma equipe de cientistas russos conseguiu recriar uma planta de mais de 30 mil anos através dos tecidos de frutos e sementes do permafrost, um tipo de solo formado por terra, gelo e rochas, permanentemente congelados, de uma região da Sibéria. Deste modo, os pesquisadores obtiveram a planta regenerada mais antiga do mundo. O artigo sobre o trabalho foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, dos Estados Unidos.

Além de reviverem a bela Silene stenophylla, de flores brancas e sementes viáveis para sua reprodução, a pesquisa mostra a possibilidade de que essa camada permanentemente congelada sirva como depósito natural de formas de vida antigas, já que ali podem estar os genes de populações desaparecidas.

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Moluscos

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Camaleões

Investigadores alemães descobrem quatro espécies de camaleões anões em Madagáscar

                                                                 Helena Geraldes (Público on line - 15/02/2012)
                                 Brookesia micra, da ilha Nosy Hara, em cima de um fósforo


Quatro espécies de camaleões anões foram descobertas nas florestas de Madagáscar por uma equipa de investigadores alemães, revela nesta quarta-feira a revista PLoS ONE.

Os investigadores – liderados por Frank Glaw, da Colecção Estatal Zoológica de Munique, Alemanha – acreditam que estas espécies estão entre os répteis mais pequenos do mundo.

Durante épocas de intenso trabalho de campo no Norte de Madagáscar, durante a estação húmida, a equipa descobriu várias novas populações de camaleões do género Brookesia. O camaleão Brookesia micra, encontrado apenas na pequena ilha de Nosy Hara, a Norte de Madagáscar, tem um comprimento máximo de 29 milímetros.

“Eles vivem no solo, entre as folhas no chão, durante o dia. Mas à noite sobem para dormir nos ramos das árvores. É aí que os conseguimos detectar”, explicou Glaw, citado pela BBC Nature.

Além da Brookesia micra, as outras espécies agora descobertas para a Ciência são a Brookesia tristis - cujo habitat está ameaçado de “desflorestação severa”, apesar de recentemente ter sido declarado reserva natural –, Brookesia confidens e a Brookesia desperata.

As espécies são todas muito semelhantes e por isso os investigadores realizaram análises genéticas para confirmar que são mesmo de espécies diferentes. Miguel Vences, da Universidade Técnica de Braunschweig, na Alemanha, acredita que estas espécies se “separaram umas das outras há milhões de anos”, citou a BBC Nature.

Todas as espécies, limitadas a territórios de pequena dimensão – num dos casos apenas um quilómetro quadrado –, estão ameaçadas pela desflorestação. “Em Madagáscar, muitas estão restritas a pequenos habitats, o que torna tão importante conservá-los”, comentou Glaw.

“Agora o mais urgente é concentrar os esforços de conservação nestas e em outras espécies endémicas de Madagáscar, que estão extremamente ameaçadas pela desflorestação”, disse o investigador, em comunicado.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Rinocerontes cada vez mais em perigo de extinção

Algumas espécies e subespécies de rinocerontes, ameaçadas por caçadores furtivos devido ao uso dos seus cornos na medicina tradicional asiática, estão cada vez mais em risco de extinção. 


Segundo o inventário atualizado da União Internacional para a Conservação da Natureza, divulgadas na quarta-feira, espécies e subespécies de rinocerontes, sobretudo de África, estão em perigo por causa da "falta de vontade política" para proteger os seus habitats, da "procura ilegal crescente dos seus cornos" e da caça furtiva.
Na lista negra da organização não-governamental figura, entre outras, a subespécie de rinoceronte negro da África Ocidental, já declarada oficialmente extinta.
A subespécie de rinoceronte branco da África Central e o rinoceronte branco do Norte estão, por sua vez, "no limite da extinção". Uma das subespécies de rinoceronte de Java, na Indonésia, provavelmente desapareceu em 2010 no Vietname, fruto da caça furtiva.
Além dos rinocerontes, a União Internacional para a Conservação da Natureza destaca a situação "alarmante" dos répteis de Madagáscar, onde 40 por cento das espécies estão ameaçadas.
A organização com sede na Suíça alerta ainda que, apesar dos programas de conservação, 25 por cento dos mamíferos estão em perigo de extinção.


 In, Jornal de Notícias (JN) de 10/11/2011.

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